É um teste tão simples e, no entanto, é um que eu preciso refazer com frequência. Quanto mais eu pratico, mais ele se aplica às coisas que faço durante o dia e ao longo da minha vida. Se você é como eu, você pode
se espantar com os resultados.

Você pode fazer o teste de generosidade imaginando-o ou, ainda melhor, aplicando-o de verdade hoje mesmo:

O Teste de Generosidade: Segurar a porta aberta para alguém que você não conhece.

Ao fazer isso, preste muita atenção antes, durante e depois. Observe o que você está pensando no momento em que você decide fazer isso, a maneira como você faz isso e como você se sente depois de ter feito isso.

“Depois de você!”

Eis o que acontece quando faço esse exercício:

  1. Tenho uma boa sensação quando eu decido abrir a porta. Estou prestes a fazer algo legal.
  2. Eu faço contato visual com a outra pessoa ou digo algo para garantir que ela me veja abrindo a porta para ela. Depois de você!
  3. Quando me agradecem, recebo uma nova onda de sentimento bom. No entanto, se não agradecem, eu fico irritado, até com raiva. Que rude!

Levei um tempo até reconhecer que não estava realmente abrindo a porta para a outra pessoa. Eu estava abrindo a porta para mim e para aquelas emoções positivas que eu vivenciaria. A pessoa não consentiu em participar do meu pequeno exercício para me sentir bem. Pelo que sei, elas podem estar concentradas em outra coisa ou não talvez não estejam num estado de espírito para agradecer ou até mesmo notar meu gesto.

Reciprocidade: Para o bem ou para o mal

Num livro bastante citado de Robert Cialdini, Influence, ele escreve sobre como as pessoas estão conectadas para corresponder e como você pode usar isso para influenciar as pessoas a fazerem as coisas. As instituições de caridade, por exemplo, geralmente mandam uma lembrancinha simples como adesivos de endereço em seus pedidos enviados para uma doação. Isso desencadeia um senso de obrigação e torna mais provável que você faça algo em troca.

Funciona. Mesmo as pessoas experientes em mídia social, como Guy Kawasaki, fazem referência ao trabalho de Cialdini e o aconselham a “invocar a reciprocidade”:

“Quando você ajudar uma pessoa com alguma coisa, e ela agradecer, diga “Eu sei que você faria o mesmo por mim.” A maioria das pessoas seria então obrigada a devolver o favor na mesma hora.”

Mas como se sente com isso? Será que isso produz resultados sustentáveis ou só funciona uma vez? Após o primeiro lote de adesivos com o seu endereço gratuito ou a menção aberta de devolver o favor, você percebe que está sendo manipulado ou que a outra pessoa se sente em vantagem.

Teoria dos pequenos presentes

Uma melhor abordagem para dar Reid Hoffman, co-fundador do LinkedIn, oferece conselhos diferentes. Em seu livro The Start-Up of You, ele tinha “uma teoria de pequenos presentes” e o papel que eles desempenham na construção de relacionamentos.

A melhor maneira de fazer amizades profissionais é trabalhando diretamente em conjunto em um projeto ou em uma empresa. Caso contrário, Reid instrui que é importante ser cuidadoso e sistemático para criar e manter conhecidos. Sua “teoria dos pequenos presentes” refere-se a como as pessoas em sua rede apreciam o contato tangível e valioso com você por meio de “presentes” de informações ou outros serviços úteis, como referências.

Fonte: https://www.linkedin.com/pulse/20130716185520-45185363-reid-hoffman-you-need-two-types-of-professional-networks

O TESTE DE GENEROSIDADE

“Contrário ao que se espera, mas quanto mais solidária é sua atitude, mais benefícios você ganhará com o relacionamento. Se você insistir em contrapartidas sempre quando você ajudar os outros, você terá uma rede muito mais estreita e um conjunto mais limitado de oportunidades. Por outro lado, se você se propõe a ajudar os outros… simplesmente porque você acha que é o certo, você fortalecerá rapidamente sua própria reputação e expandirá seu universo de possibilidades.”

Pequenos presentes, dados gratuitamente, são como magia para ambas as partes. Para o doador, as contribuições parecem autênticas e genuínas, porque são incondicionais. É mais fácil dar porque você não está manipulando ou promovendo, você está sendo útil. O receptor, ao detectar isso, não está sobrecarregado pelo peso de uma obrigação, e o presente não é mais uma transação indesejada.

Principalmente, quando você oferece coisas livremente, ainda há um benefício. Mas não é de forma individual – “Eu fiz isso por você e você me pagará”. Está ao longo da trajetória da sua rede de contatos. Através do conjunto de relacionamentos em sua rede de contatos, a tendência de reciprocidade renderá um benefício agregado para a pessoa que dá e elimina a necessidade de manter vantagem.

O Zen de Segurar a Porta Aberta

Então, como você foi no Teste de Generosidade? Quais são os seus verdadeiros motivos para segurar a porta e, você ficaria irritado se não obtivesse a resposta esperada?

Se suas respostas não são tão nobres como você gostaria, está tudo bem. É preciso prática para oferecer pequenos presentes livremente. É por isso que há tantos exercícios de contribuição nos Círculos de Working Out Loud. A repetição da prática ajuda você a desenvolver novos hábitos e uma nova mentalidade sobre como você faz contribuições.

A chave para a generosidade verdadeira é estar desprendido dos resultados. Vá em frente e segure a porta aberta sem qualquer expectativa de agradecimento. Apresente pessoas de uma forma útil. Ofereça um pouco de ajuda incondicional.

Seus pequenos presentes, distribuidos gratuitamente ao longo de sua rede de contatos, aprofundarão os relacionamentos e desbloquearão o acesso às possibilidades.

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